domingo, 29 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Série Biografias
Oi gente, a pedido de nossa querida Leila, do blog Palavras
http://leilarodrigues-palavras.blogspot.com/
* aberta a pedidos e/ou sugestões. Manda ver, gente! rs
Apresento a vocês Adélia Prado.
Boa leitura!
Adélia Prado Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos — dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.
"Uma das mais remotas experiências poéticas que me ocorre é a de uma composição escolar no 3º ano primário, que eu terminava assim: "Olhai os lírios do campo.
Nem Salomão, com toda sua glória, se vestiu como um deles..
.". A professora tinha lido este evangelho na hora do catecismo e fiquei atingida na minha alma pela sua beleza. Na primeira oportunidade aproveitei a sentença na composição que foi muito aplaudida, para minha felicidade suplementar.
Repetia em casa composições, poesias, era escolhida para recitá-las nos auditórios, coisa que durou até me formar professora primária.
Tinha bons ouvintes em casa. Aplaudiam a filha que tinha "muito jeito pra essas coisas". Na adolescência fiz muitos sonetos à Augusto dos Anjos, dando um tom missionário, moralista, com plena aceitação do furor católico que me rodeava. A palavra era poderosa, podia fazer com ela o que eu quisesse." Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935, filha do ferroviário João do Prado Filho e de Ana Clotilde Corrêa. Leva uma vidinha pacata naquela cidade do interior: inicia seus estudos no Grupo Escolar Padre Matias Lobato e mora na rua Ceará. No ano de 1950 falece sua mãe.
Tal acontecimento faz com que a autora escreva seus primeiros versos. Nessa época conclui o curso ginasial no Ginásio Nossa Senhora do Sagrado Coração, naquela cidade. No ano seguinte inicia o curso de Magistério na Escola Normal Mário Casassanta, que conclui em 1953. Começa a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Mello Viana Sobrinho em 1955. Em 1958 casa-se, em Divinópolis, com José Assunção de Freitas, funcionário do Banco do Brasil S.A. Dessa união nasceriam cinco filhos: Eugênio (em 1959), Rubem (1961), Sarah (1962), Jordano (1963) e Ana Beatriz (1966). Antes do nascimento da última filha, a escritora e o marido iniciam o curso de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis. Em 1972 morre seu pai e, em 1973, forma-se em Filosofia. Nessa ocasião envia carta e originais de seus novos poemas ao poeta e crítico literário Affonso Romano de Sant'Anna, que os submete à apreciação de Carlos Drummond de Andrade. "Moça feita, li Drummond a primeira vez em prosa. Muitos anos mais tarde, Guimarães Rosa, Clarisse. Esta é a minha turma, pensei. Gostam do que eu gosto. Minha felicidade foi imensa.Continuava a escrever, mas enfadara-me do meu próprio tom, haurido de fontes que não a minha. Até que um dia, propriamente após a morte do meu pai, começo a escrever torrencialmente e percebo uma fala minha, diversa da dos autores que amava. É isto, é a minha fala." Em 1975, Drummond sugere a Pedro Paulo de Sena Madureira, da Editora Imago, que publique o livro de Adélia, cujos poemas lhe pareciam "fenomenais". O poeta envia os originais ao editor daquele que viria a ser Bagagem. No dia 09 de outubro, Drummond publica uma crônica no Jornal do Brasil chamando a atenção para o trabalho ainda inédito da escritora. "Bagagem, meu primeiro livro, foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento. Descobri ainda que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você, ou de observar formigas trabalhando." O livro é lançado no Rio, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Juscelino Kubitscheck, Affonso Romano de Sant'Anna, Nélida Piñon e Alphonsus de Guimaraens Filho, entre outros. O ano de 1978 marca o lançamento de O coração disparado que é agraciado com o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Estréia em prosa no ano seguinte, com Soltem os cachorros. Com o sucesso de sua carreira de escritora vê-se obrigada a abandonar o magistério, após 24 anos de trabalho. Nesse período ensinou no Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis, Fundação Geraldo Corrêa — Hospital São João de Deus, Escola Estadual são Vicente e Escola Estadual Matias Cyprien, lecionando Educação Religiosa, Moral e Cívica, Filosofia da Educação, Relações Humanas e Introdução à Filosofia. Sua peça, O Clarão,um auto de natal escrito em parceria com Lázaro Barreto, é encenada em Divinópolis. "O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta." Em 1980, dirige o grupo teatral amador Cara e Coragem na montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. No ano seguinte, ainda sob sua direção, o grupo encenaria A Invasão, de Dias Gomes. Publica Cacos para um vitral. Lucy Ann Carter apresenta, no Departament of Comparative Literature, da Princeton University, o primeiro de uma série de estudos universitários sobre a obra de Adélia Prado. Em 1981 lança Terra de Santa Cruz. De 1983 a 1988 exerce as funções de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e da Cultura de Divinópolis, a convite do prefeito Aristides Salgado dos Santos. Os componentes da banda é publicado em 1984. Participa, em 1985, em Portugal, de um programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, e em Havana, Cuba, do II Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América. Fernanda Montenegro estréia, no Teatro Delfim - Rio de Janeiro, em 1987, o espetáculo Dona Doida: um interlúdio, baseado em textos de livros da autora. A montagem, sob a direção de Naum Alves de Souza, fez grande sucesso, tendo sido apresentada em diversos estados brasileiros e, também, nos EUA, Itália e Portugal. Apresenta-se, em 1988, em Nova York, na Semana Brasileira de Poesia, evento promovido pelo Comitê Internacional pela Poesia. É publicado A faca no peito. Participa, em Berlim, Alemanha, do Línea Colorada, um encontro entre escritores latino-americanos e alemães. Em 1991 é publicada sua Poesia Reunida. Volta, em 1993, à Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis, integrando a equipe de orientação pedagógica na gestão da secretária Teresinha Costa Rabelo. Em 1994, após anos de silêncio poético, sem nenhuma palavra, nenhum verso, ressurge Adélia Prado com o livro O homem da mão seca. Conta a autora que o livro foi iniciado em 1987, mas, depois de concluir o primeiro capítulo, foi acometida de uma crise de depressão, que a bloquearia literariamente por longo tempo. Disse que vê "a aridez como uma experiência necessária" e que "essa temporada no deserto" lhe fez bem. Nesse período, segundo afirmou, foi levada a procurar ajuda de um psiquiatra. "O que se passou? Uma desolação, você quer, mas não pode. Contudo, a poesia é maior que a poeta, e quando ela vem, se você não a recebe, este segundo inferno é maior que o primeiro, o da aridez." Deus é personagem principal em sua obra. Ele está em tudo. Não apenas Ele, mas a fé católica, a reza, a lida cristã. "Tenho confissão de fé católica. Minha experiência de fé carrega e inclui esta marca. Qual a importância da religião? Dá sentido à minha vida, costura minha experiência, me dá horizonte. Acredito que personagens são álter egos, está neles a digital do autor. Mas, enquanto literatura, devem ser todos melhores que o criador para que o livro se justifique a ponto de ser lido pelo seu autor como um livro de outro. Autobiografias das boas são excelentes ficções." Estréia, em 1996, no Teatro Sesi Minas, em Belo Horizonte, a peça Duas horas da tarde no Brasil, texto adaptado da obra da autora por Kalluh Araújo e pela filha de Adélia, Ana Beatriz Prado. São lançados Manuscritos de Felipa e Oráculos de maio. Participa, em maio, da série "O escritor por ele mesmo", no ISM-São Paulo. Em Belo Horizonte é apresentado, sob a direção de Rui Moreira, O sempre amor, espetáculo de dança de Teresa Ricco baseado em poemas da escritora. Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Morando na pequena Divinópolis, cidade com aproximadamente 200.000 habitantes, estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá. "Alguns personagens de poemas são vazados de pessoas da minha cidade, mas espero estejam transvazados no poema, nimbados de realidade. É pretensioso? Mas a poesia não é a revelação do real? Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele. Não sei de alguém que tenha mais. O cotidiano em Divinópolis é igual ao de Hong-Kong, só que vivido em português." Em 2000, estréia o monólogo Dona da casa, em São Paulo, adaptação de José Rubens Siqueira para Manuscritos de Felipa. A direção é de Georgette Fadel e Élida Marques interpreta Felipa. Em 2001, apresenta no Sesi Rio de Janeiro e em outras cidades, sarau onde declama poesias de seu livro Oráculos de Maio acompanhada por um quarteto de cordas. OBRAS: Individuais POESIA: - Bagagem, Imago - 1976 - O coração disparado, Nova Fronteira - 1978 - Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira - 1981 - O pelicano, Rio de Janeiro - 1987 - A faca no peito, Rocco - 1988 - Oráculos de maio, Siciliano - 1999 - A duração do dia, Record - 2010 PROSA: - Solte os cachorros, Nova Fronteira - 1979 - Cacos para um vitral, Nova Fronteira - 1980 - Os componentes da banda, Nova Fronteira - 1984 - O homem da mão seca, Siciliano - 1994 - Manuscritos de Felipa, Siciliano - 1999 - Filandras, Record - 2001 - Quero minha mãe - Record - 2005 - Quando eu era pequena - 2006. ANTOLOGIAS: Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira - 1978 Palavra de Mulher, Fontana - 1979 Contos Mineiros, Ática - 1984 Poesia Reunida, Siciliano - 1991 (Bagagem, O Coração Disparado, Terra de Santa Cruz, O pelicano e A faca no peito). Antologia da poesia brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim - 1994. Prosa Reunida, Siciliano - 1999 BALÉ - A Imagem Refletida - Balé do Teatro Castro Alves - Salvador - Bahia - Direção Artística de Antônio Carlos Cardoso. Poema escrito por Adélia Prado especialmente para a composição homônima de Gil Jardim. Vem de antes do sol A luz que em tua pupila me desenha. Aceito amar-me assim Refletida no olhar com que me vês. Ó ventura beijar-te, espelho que premido não estilhaça e mais brilha porque chora e choro de amor radia. (Divinópolis, 1998).
http://leilarodrigues-palavras.blogspot.com/
* aberta a pedidos e/ou sugestões. Manda ver, gente! rs
Apresento a vocês Adélia Prado.
Boa leitura!
Adélia Prado Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos — dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.
"Uma das mais remotas experiências poéticas que me ocorre é a de uma composição escolar no 3º ano primário, que eu terminava assim: "Olhai os lírios do campo.
Nem Salomão, com toda sua glória, se vestiu como um deles..
.". A professora tinha lido este evangelho na hora do catecismo e fiquei atingida na minha alma pela sua beleza. Na primeira oportunidade aproveitei a sentença na composição que foi muito aplaudida, para minha felicidade suplementar.
Repetia em casa composições, poesias, era escolhida para recitá-las nos auditórios, coisa que durou até me formar professora primária.
Tinha bons ouvintes em casa. Aplaudiam a filha que tinha "muito jeito pra essas coisas". Na adolescência fiz muitos sonetos à Augusto dos Anjos, dando um tom missionário, moralista, com plena aceitação do furor católico que me rodeava. A palavra era poderosa, podia fazer com ela o que eu quisesse." Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935, filha do ferroviário João do Prado Filho e de Ana Clotilde Corrêa. Leva uma vidinha pacata naquela cidade do interior: inicia seus estudos no Grupo Escolar Padre Matias Lobato e mora na rua Ceará. No ano de 1950 falece sua mãe.
Tal acontecimento faz com que a autora escreva seus primeiros versos. Nessa época conclui o curso ginasial no Ginásio Nossa Senhora do Sagrado Coração, naquela cidade. No ano seguinte inicia o curso de Magistério na Escola Normal Mário Casassanta, que conclui em 1953. Começa a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Mello Viana Sobrinho em 1955. Em 1958 casa-se, em Divinópolis, com José Assunção de Freitas, funcionário do Banco do Brasil S.A. Dessa união nasceriam cinco filhos: Eugênio (em 1959), Rubem (1961), Sarah (1962), Jordano (1963) e Ana Beatriz (1966). Antes do nascimento da última filha, a escritora e o marido iniciam o curso de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis. Em 1972 morre seu pai e, em 1973, forma-se em Filosofia. Nessa ocasião envia carta e originais de seus novos poemas ao poeta e crítico literário Affonso Romano de Sant'Anna, que os submete à apreciação de Carlos Drummond de Andrade. "Moça feita, li Drummond a primeira vez em prosa. Muitos anos mais tarde, Guimarães Rosa, Clarisse. Esta é a minha turma, pensei. Gostam do que eu gosto. Minha felicidade foi imensa.Continuava a escrever, mas enfadara-me do meu próprio tom, haurido de fontes que não a minha. Até que um dia, propriamente após a morte do meu pai, começo a escrever torrencialmente e percebo uma fala minha, diversa da dos autores que amava. É isto, é a minha fala." Em 1975, Drummond sugere a Pedro Paulo de Sena Madureira, da Editora Imago, que publique o livro de Adélia, cujos poemas lhe pareciam "fenomenais". O poeta envia os originais ao editor daquele que viria a ser Bagagem. No dia 09 de outubro, Drummond publica uma crônica no Jornal do Brasil chamando a atenção para o trabalho ainda inédito da escritora. "Bagagem, meu primeiro livro, foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento. Descobri ainda que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você, ou de observar formigas trabalhando." O livro é lançado no Rio, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Juscelino Kubitscheck, Affonso Romano de Sant'Anna, Nélida Piñon e Alphonsus de Guimaraens Filho, entre outros. O ano de 1978 marca o lançamento de O coração disparado que é agraciado com o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Estréia em prosa no ano seguinte, com Soltem os cachorros. Com o sucesso de sua carreira de escritora vê-se obrigada a abandonar o magistério, após 24 anos de trabalho. Nesse período ensinou no Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis, Fundação Geraldo Corrêa — Hospital São João de Deus, Escola Estadual são Vicente e Escola Estadual Matias Cyprien, lecionando Educação Religiosa, Moral e Cívica, Filosofia da Educação, Relações Humanas e Introdução à Filosofia. Sua peça, O Clarão,um auto de natal escrito em parceria com Lázaro Barreto, é encenada em Divinópolis. "O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta." Em 1980, dirige o grupo teatral amador Cara e Coragem na montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. No ano seguinte, ainda sob sua direção, o grupo encenaria A Invasão, de Dias Gomes. Publica Cacos para um vitral. Lucy Ann Carter apresenta, no Departament of Comparative Literature, da Princeton University, o primeiro de uma série de estudos universitários sobre a obra de Adélia Prado. Em 1981 lança Terra de Santa Cruz. De 1983 a 1988 exerce as funções de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e da Cultura de Divinópolis, a convite do prefeito Aristides Salgado dos Santos. Os componentes da banda é publicado em 1984. Participa, em 1985, em Portugal, de um programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, e em Havana, Cuba, do II Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América. Fernanda Montenegro estréia, no Teatro Delfim - Rio de Janeiro, em 1987, o espetáculo Dona Doida: um interlúdio, baseado em textos de livros da autora. A montagem, sob a direção de Naum Alves de Souza, fez grande sucesso, tendo sido apresentada em diversos estados brasileiros e, também, nos EUA, Itália e Portugal. Apresenta-se, em 1988, em Nova York, na Semana Brasileira de Poesia, evento promovido pelo Comitê Internacional pela Poesia. É publicado A faca no peito. Participa, em Berlim, Alemanha, do Línea Colorada, um encontro entre escritores latino-americanos e alemães. Em 1991 é publicada sua Poesia Reunida. Volta, em 1993, à Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis, integrando a equipe de orientação pedagógica na gestão da secretária Teresinha Costa Rabelo. Em 1994, após anos de silêncio poético, sem nenhuma palavra, nenhum verso, ressurge Adélia Prado com o livro O homem da mão seca. Conta a autora que o livro foi iniciado em 1987, mas, depois de concluir o primeiro capítulo, foi acometida de uma crise de depressão, que a bloquearia literariamente por longo tempo. Disse que vê "a aridez como uma experiência necessária" e que "essa temporada no deserto" lhe fez bem. Nesse período, segundo afirmou, foi levada a procurar ajuda de um psiquiatra. "O que se passou? Uma desolação, você quer, mas não pode. Contudo, a poesia é maior que a poeta, e quando ela vem, se você não a recebe, este segundo inferno é maior que o primeiro, o da aridez." Deus é personagem principal em sua obra. Ele está em tudo. Não apenas Ele, mas a fé católica, a reza, a lida cristã. "Tenho confissão de fé católica. Minha experiência de fé carrega e inclui esta marca. Qual a importância da religião? Dá sentido à minha vida, costura minha experiência, me dá horizonte. Acredito que personagens são álter egos, está neles a digital do autor. Mas, enquanto literatura, devem ser todos melhores que o criador para que o livro se justifique a ponto de ser lido pelo seu autor como um livro de outro. Autobiografias das boas são excelentes ficções." Estréia, em 1996, no Teatro Sesi Minas, em Belo Horizonte, a peça Duas horas da tarde no Brasil, texto adaptado da obra da autora por Kalluh Araújo e pela filha de Adélia, Ana Beatriz Prado. São lançados Manuscritos de Felipa e Oráculos de maio. Participa, em maio, da série "O escritor por ele mesmo", no ISM-São Paulo. Em Belo Horizonte é apresentado, sob a direção de Rui Moreira, O sempre amor, espetáculo de dança de Teresa Ricco baseado em poemas da escritora. Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Morando na pequena Divinópolis, cidade com aproximadamente 200.000 habitantes, estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá. "Alguns personagens de poemas são vazados de pessoas da minha cidade, mas espero estejam transvazados no poema, nimbados de realidade. É pretensioso? Mas a poesia não é a revelação do real? Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele. Não sei de alguém que tenha mais. O cotidiano em Divinópolis é igual ao de Hong-Kong, só que vivido em português." Em 2000, estréia o monólogo Dona da casa, em São Paulo, adaptação de José Rubens Siqueira para Manuscritos de Felipa. A direção é de Georgette Fadel e Élida Marques interpreta Felipa. Em 2001, apresenta no Sesi Rio de Janeiro e em outras cidades, sarau onde declama poesias de seu livro Oráculos de Maio acompanhada por um quarteto de cordas. OBRAS: Individuais POESIA: - Bagagem, Imago - 1976 - O coração disparado, Nova Fronteira - 1978 - Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira - 1981 - O pelicano, Rio de Janeiro - 1987 - A faca no peito, Rocco - 1988 - Oráculos de maio, Siciliano - 1999 - A duração do dia, Record - 2010 PROSA: - Solte os cachorros, Nova Fronteira - 1979 - Cacos para um vitral, Nova Fronteira - 1980 - Os componentes da banda, Nova Fronteira - 1984 - O homem da mão seca, Siciliano - 1994 - Manuscritos de Felipa, Siciliano - 1999 - Filandras, Record - 2001 - Quero minha mãe - Record - 2005 - Quando eu era pequena - 2006. ANTOLOGIAS: Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira - 1978 Palavra de Mulher, Fontana - 1979 Contos Mineiros, Ática - 1984 Poesia Reunida, Siciliano - 1991 (Bagagem, O Coração Disparado, Terra de Santa Cruz, O pelicano e A faca no peito). Antologia da poesia brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim - 1994. Prosa Reunida, Siciliano - 1999 BALÉ - A Imagem Refletida - Balé do Teatro Castro Alves - Salvador - Bahia - Direção Artística de Antônio Carlos Cardoso. Poema escrito por Adélia Prado especialmente para a composição homônima de Gil Jardim. Vem de antes do sol A luz que em tua pupila me desenha. Aceito amar-me assim Refletida no olhar com que me vês. Ó ventura beijar-te, espelho que premido não estilhaça e mais brilha porque chora e choro de amor radia. (Divinópolis, 1998).
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biografia e obra
sábado, 21 de janeiro de 2012
Série Poema & Voz
Gente, eu to sempre inventando moda, e dessa vez to curtindo declamar poemas de amigos. Porém a dita cuja que vos fala é lesada na arte de converter arquivos de áudio para mp3 e to revirando meio mundo internético pra alguém me ensinar esse "bagulho". E num é que achei alguns que ficaram penalizados com esta pobre?
Na estréia eu escolhi um poema de um de meus professores de MP3 - o Tiago - do blog
http://www.blogversoreverso.com/
ESCRIT
O poema é um bastão
O poeta ferramenta
Da essência se alimenta
Esperando a lua cheia
Carregada de emoções
Água lava sobre a areia
Metástase; suspiro de dor
Do poeta apaixonado
Sobre a luz do luar que se chega
Correm prantos carregados
Versos nascem aplainados
Nestes mastros de incerteza
Seis da manhã e ela se vai
Deixa apenas a realeza
Mãe lua, irmão, amiga, companheira...
Acordada até essa hora traduzindo esta tristeza
Poema de Tiago Sousa
voz de Lu Cavichioli
Na estréia eu escolhi um poema de um de meus professores de MP3 - o Tiago - do blog
http://www.blogversoreverso.com/
ESCRIT
O poema é um bastão
O poeta ferramenta
Da essência se alimenta
Esperando a lua cheia
Carregada de emoções
Água lava sobre a areia
Metástase; suspiro de dor
Do poeta apaixonado
Sobre a luz do luar que se chega
Correm prantos carregados
Versos nascem aplainados
Nestes mastros de incerteza
Seis da manhã e ela se vai
Deixa apenas a realeza
Mãe lua, irmão, amiga, companheira...
Acordada até essa hora traduzindo esta tristeza
Poema de Tiago Sousa
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Série Biografias
Amigos, o Empório andou pensando que seria legal ter um espaço para conhecermos nossos ilustres literatos.
Fica então constituído o dia de quinta-feira para a SÉRIE BIOGRAFIAS!
Tenho visto ultimamente falar bastante sobre Rubem Alves, e resolvi estrear com esse nobre brasileiro que também teve seu espaço nas letras além de outros atributos!
"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro...
" (Rubem Alves)
Rubem Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança".
A família mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1945, onde, apesar de matriculado em bom colégio, sofria com a chacota de seus colegas que não perdoavam seu sotaque mineiro. Buscou refúgio na religião, pois vivia solitário, sem amigos. Teve aulas de piano, mas não teve o mesmo desempenho de seu conterrâneo, Nelson Freire. Foi bem sucedido no estudo de teologia e iniciou sua carreira dentro de sua igreja como pastor em cidade do interior de Minas.
No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em 1958, onde exerce as funções de pastor naquela comunidade até 1963. Casou-se em 1959 e teve três filhos: Sérgio (1959), Marcos (1962) e Raquel (1975). Foi ela sua musa inspiradora na feitura de contos infantis. Em 1963 foi estudar em Nova York, retornando ao Brasil no mês de maio de 1964 com o título de Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary. Denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana como subversivo, em 1968, foi perseguido pelo regime militar. Abandonou a igreja presbiteriana e retornou com a família para os Estados Unidos, fugindo das ameaças que recebia. Lá, torna-se Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Princeton Theological Seminary.
Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.
De volta ao Brasil, por indicação do professor Paul Singer, conhecido economista, é contratado para dar aulas de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (SP). Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary. Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação. No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP. É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela "Nobel Fundation", profere conferência intitulada "The Quest for Peace".
Na Universidade Estadual de Campinas foi eleito representante dos professores titulares junto ao Conselho Universitário, no período de 1980 a 1985, Diretor da Assessoria de Relações Internacionais de 1985 a 1988 e Diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino de 1983 a 1985.
No início da década de 80 torna-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise. Em 1988, foi professor-visitante na Universidade de Birmingham, Inglaterra. Posteriormente, a convite da "Rockefeller Fundation" fez "residência" no "Bellagio Study Center", Itália.
Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou. Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Octávio Paz, Saramago, Nietzsche, T. S. Eliot, Camus, Santo Agostinho, Borges e Fernando Pessoa, entre outros, tornou-se autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso, em especial entre os vestibulandos.
Afirma que é “psicanalista, embora heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza. Após se aposentar tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.
O autor é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura. Dados extraídos de livros do autor e de sítios da Internet.
Visitem A casa de Rubem Alves http://rubemalves.com.br
fonte de pesquisa http://releituras.com/rubemalves_bio.asp
"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro...
" (Rubem Alves)
Rubem Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança".
A família mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1945, onde, apesar de matriculado em bom colégio, sofria com a chacota de seus colegas que não perdoavam seu sotaque mineiro. Buscou refúgio na religião, pois vivia solitário, sem amigos. Teve aulas de piano, mas não teve o mesmo desempenho de seu conterrâneo, Nelson Freire. Foi bem sucedido no estudo de teologia e iniciou sua carreira dentro de sua igreja como pastor em cidade do interior de Minas.
No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em 1958, onde exerce as funções de pastor naquela comunidade até 1963. Casou-se em 1959 e teve três filhos: Sérgio (1959), Marcos (1962) e Raquel (1975). Foi ela sua musa inspiradora na feitura de contos infantis. Em 1963 foi estudar em Nova York, retornando ao Brasil no mês de maio de 1964 com o título de Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary. Denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana como subversivo, em 1968, foi perseguido pelo regime militar. Abandonou a igreja presbiteriana e retornou com a família para os Estados Unidos, fugindo das ameaças que recebia. Lá, torna-se Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Princeton Theological Seminary.
Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.
De volta ao Brasil, por indicação do professor Paul Singer, conhecido economista, é contratado para dar aulas de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (SP). Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary. Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação. No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP. É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela "Nobel Fundation", profere conferência intitulada "The Quest for Peace".
Na Universidade Estadual de Campinas foi eleito representante dos professores titulares junto ao Conselho Universitário, no período de 1980 a 1985, Diretor da Assessoria de Relações Internacionais de 1985 a 1988 e Diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino de 1983 a 1985.
No início da década de 80 torna-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise. Em 1988, foi professor-visitante na Universidade de Birmingham, Inglaterra. Posteriormente, a convite da "Rockefeller Fundation" fez "residência" no "Bellagio Study Center", Itália.
Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou. Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Octávio Paz, Saramago, Nietzsche, T. S. Eliot, Camus, Santo Agostinho, Borges e Fernando Pessoa, entre outros, tornou-se autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso, em especial entre os vestibulandos.
Afirma que é “psicanalista, embora heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza. Após se aposentar tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.
O autor é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura. Dados extraídos de livros do autor e de sítios da Internet.
Visitem A casa de Rubem Alves http://rubemalves.com.br
fonte de pesquisa http://releituras.com/rubemalves_bio.asp
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Momento descontração no Empório
Que tal conhecer melhor os amigos /poetas/escritores e seguidores que freqüentam o Empório?
Por isso abri espaço para um bate-bola agradável e cheio de surpresas, enquanto saboreamos nosso cafezinho. Vamos nessa?
DIGA LÁ!
Quem é você?
Sonho de consumo
Vida
Amizade
Medo
Livro que marcou sua vida
Família
Solidariedade
Felicidade
Música
Escritor preferido
Prato predileto
Viagem
Amigos
Escuro
Uma flor
Deixe uma mensagem para a dona do blog :)
Obrigada
Por isso abri espaço para um bate-bola agradável e cheio de surpresas, enquanto saboreamos nosso cafezinho. Vamos nessa?
DIGA LÁ!
Quem é você?
Sonho de consumo
Vida
Amizade
Medo
Livro que marcou sua vida
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hora do recreio
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Lua - nossa musa/mãe
Amigos, agradeço a todos que participaram do exercício literário com imagem proposto pelo Empório do Café.
Para tanto apresento os trabalhos poéticos inspirados na figura.
Foi um grande prazer proporcionar a vocês a oportunidade desta interação café/poesia/amizade que é um dos objetivos do blog!
TRABALHOS E SEUS AUTORES
MEDITAÇÃO
Eis! Sob a luz indiferente do luar
Chora o poeta sua solidão De versos.
Onde a musa? No palimpsesto da alma
Não mais rabisca a pena. Velino estéril.
(RR Barcellos)
*************************************************************
DRINK LUNAR
Eu - órfão de humanidades
murmuro no branco solitário de meus pensamentos
Sou nau e porto perdido entre mulheres & copos
sobra-me apenas o gelo prateado
na taça do esquecimento
( Lu Cavichioli)
****************************************************************
NA PRECE
Ao luar inspira-se a dor
de imensidão dos poetas
que com mãos de verso-flor
rezam saudade e espera
ausência e melancolia
rima-céu - desarmonias
silêncio de febre na prece
palavras ocultas da Bíblia.
(Bruno Gaspari) **********************************************************************
SEM TÍTULO
Enquanto calo é comigo que falo
E se me silencio
sombrio
perdido no vazio
é apenas para aquecer
esse meu coração frio
(Leila Rodrigues ) ***********************************************************************
AMOR AO LUAR
Uma esfera iluminada
Flutuando em tempestade altruísta
a nos espreitar.
Há desejos e gestos de fusão
Há infusão de luz e amor
Estamos resplandescentes.
(Luciana Celi) *********************************************************************** DESARRANJO
Sonhar sonhos vãos
Ao infinito
Paraíso
Ando... O olhar
Perdido em parca lembrança
O gosto sabor
Solidão
Portas do coração
Abertas
A espera
Esperança
Lembrança
Recomeço
Desconheço
Desdém de mim...
Mesmo
O sopro do vento
Leva as folhas do outono
Que carregue também meu desengano
Citaras de um soprano
Mente
voa e mente Turbilhão
Como o poema
Escrito: um desarranjo
(Tiago Souza) ***************************************************************************** SEM TÍTULO
Falta pão, falta feijão.
Falta abrigo e educação.
Falta exemplo, falta lençol.
Ao menino do farol.
Falta norte, falta sorte
Falta anzol e esporte
Falta sonho, falta sol
Falta carinho
Falta caminho
Falta brinquedo
E sobra medo.
Que país é este??
(Ma Ferreira) *********************************************************************************** SEM TÍTULO
Lua difusa, clareia a tristeza da rosa que murcha numa das mãos.
Pobre lua esforçada em clarear um coração!
(Calu) ************************************************************************************** HAIKAIS
1- A noite recolhe
os pássaros do campo
agora é silêncio
2- Só eu comigo
Ninguém mais além
Estou zazen
3- A lua me vê
pensando com meus botões
Aonde estás amor?
4- Solitária lua
nesta noite sem estrelas
me faz companhia
5- Um par de asas
sobrevoa a minha cabeç
coruja da noite
6- Sopra leve vento
exalando doce perfume
da flor do jasmim
(Elisa T. Campos) **************************************************************************************** SOLIDÃO
Solidão Vejo a Lua e o pensador, portador de uma flor.
O Céu é testemunha que ninguém está só.
(Evaldo) ****************************************************************************************** Muito Obrigada!
:) Lu Cavichioli
MEDITAÇÃO
Eis! Sob a luz indiferente do luar
Chora o poeta sua solidão De versos.
Onde a musa? No palimpsesto da alma
Não mais rabisca a pena. Velino estéril.
(RR Barcellos)
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DRINK LUNAR
Eu - órfão de humanidades
murmuro no branco solitário de meus pensamentos
Sou nau e porto perdido entre mulheres & copos
sobra-me apenas o gelo prateado
na taça do esquecimento
( Lu Cavichioli)
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NA PRECE
Ao luar inspira-se a dor
de imensidão dos poetas
que com mãos de verso-flor
rezam saudade e espera
ausência e melancolia
rima-céu - desarmonias
silêncio de febre na prece
palavras ocultas da Bíblia.
(Bruno Gaspari) **********************************************************************
SEM TÍTULO
Enquanto calo é comigo que falo
E se me silencio
sombrio
perdido no vazio
é apenas para aquecer
esse meu coração frio
(Leila Rodrigues ) ***********************************************************************
AMOR AO LUAR
Uma esfera iluminada
Flutuando em tempestade altruísta
a nos espreitar.
Há desejos e gestos de fusão
Há infusão de luz e amor
Estamos resplandescentes.
(Luciana Celi) *********************************************************************** DESARRANJO
Sonhar sonhos vãos
Ao infinito
Paraíso
Ando... O olhar
Perdido em parca lembrança
O gosto sabor
Solidão
Portas do coração
Abertas
A espera
Esperança
Lembrança
Recomeço
Desconheço
Desdém de mim...
Mesmo
O sopro do vento
Leva as folhas do outono
Que carregue também meu desengano
Citaras de um soprano
Mente
voa e mente Turbilhão
Como o poema
Escrito: um desarranjo
(Tiago Souza) ***************************************************************************** SEM TÍTULO
Falta pão, falta feijão.
Falta abrigo e educação.
Falta exemplo, falta lençol.
Ao menino do farol.
Falta norte, falta sorte
Falta anzol e esporte
Falta sonho, falta sol
Falta carinho
Falta caminho
Falta brinquedo
E sobra medo.
Que país é este??
(Ma Ferreira) *********************************************************************************** SEM TÍTULO
Lua difusa, clareia a tristeza da rosa que murcha numa das mãos.
Pobre lua esforçada em clarear um coração!
(Calu) ************************************************************************************** HAIKAIS
1- A noite recolhe
os pássaros do campo
agora é silêncio
2- Só eu comigo
Ninguém mais além
Estou zazen
3- A lua me vê
pensando com meus botões
Aonde estás amor?
4- Solitária lua
nesta noite sem estrelas
me faz companhia
5- Um par de asas
sobrevoa a minha cabeç
coruja da noite
6- Sopra leve vento
exalando doce perfume
da flor do jasmim
(Elisa T. Campos) **************************************************************************************** SOLIDÃO
Solidão Vejo a Lua e o pensador, portador de uma flor.
O Céu é testemunha que ninguém está só.
(Evaldo) ****************************************************************************************** Muito Obrigada!
:) Lu Cavichioli
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Janeiro na Passarela
Amigos ,escritores/poetas/ cronistas e afins, O Empório foi resgatado e está aberto a postagens em edições extraordinárias, bem como criações literárias a patir de uma imagem, de uma palavra , de uma frase .
Eu só preciso saber se dessa vez a coisa vai pegar no breu, por isso proponho criarmos uma poesia, seja ela haikai, sonetos, versos livres, rimados, cançonetas, poetrix com base na imagem acima.
Podem postar na janela de comentários do próprio blog. Dependendo da aceitação, os poemas poderão transformar-se em uma postagem very special e figurar no corpo do blog.
O que acham?
Ah, por gentileza, batizem o rebento com um título. Obrigada!! :)
FALEM - GRITEM - ESCOLHAM UM CAFÉ E ESCREVAM ALGO NO GUARDANAPO, APAREÇAM...
A sala de leitura indica cadeiras ocupadas e na biblioteca tem alguma coisinha pra se ler.
Aproveitem e boa leitura.
De olho na imagem, bora lá escrever!
bye gente linda !!
Lu C.
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